Em setembro deste ano, 86,59% dos consumidores que fizeram compras pela internet ficaram satisfeitos com o serviço, segundo estudo feito pela consultoria e-bit em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS).
Com o resultado, a segunda metade do ano alcançou, em média, 86,9% de satisfação, ante 86,1% verificado no primeiro semestre de 2009.
"O resultado confirma que os varejistas eletrônicos encontraram meios para enfrentar o aumento do volume de transações feitas no final do ano, período de dificuldades logísticas", afirma o coordenador do MIS, Djalma Andrade.
No mês passado, o índice sofreu uma ligeira queda de 0,7 pontos percentuais, em relação a agosto. Andrade afirma que a greve dos Correios teve impacto no desempenho.
"Com a paralisação do trabalho nas centrais de distribuição, lojistas que operam exclusivamente com os Correios tiveram a entrega dos pedidos prejudicada" , diz o coordenador.
De acordo com levantamento feito pela e-bit, no Dia das Crianças o e-commerce faturou R$ 450 milhões, alta de 25% em comparação com o mesmo período de 2008, quando o faturamento foi de R$ 360 milhões.
"Mais uma vez o comércio eletrônico provou que é um forte canal de compras. Agora o mercado deve se preparar para o Natal, época mais lucrativa para setor", afirma Pedro Guasti, diretor da e-bit.
Participação das pequenas empresas no e-commerce deve aumentar 30%
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em conjunto com a Camara-e.net, realizou, em sua Distrital Sudeste, mais uma edição do Seminário e-commerce para Pequena e Média Empresa (PME) no dia 30 de setembro.
O evento apresentou em palestras os números e tendências que fazem do e-commerce um grande impulsionador de negócios, inclusive entre as PMEs.
"O Brasil apresenta 11,5 milhões de compradores on-line, com um tíquete médio de R$ 323 por compra. Para o Natal, a tendência é que a média chegue a R$ 346" , apontou Sandra Turchi, superintendente de Marketing da ACSP.
O comércio eletrônico prevê fechar 2009 com um faturamento de R$ 10,5 bi e 4 milhões de novos e-consumidores. "A facilidade da classe C em obter cartões de crédito e parcelar suas compras, nos últimos anos, tornou-se um elemento importante para o comércio digital", ressaltou Sandra, acrescentando que, no e-commerce, os prazos de pagamento são mais longos do que em lojas físicas.
Sandra ressaltou que, enquanto 90% das grandes empresas utilizam internet, essa porcentagem cai para 71% no setor de PMEs.
"É fundamental que as PMEs explorem o universo digital. Atualmente, 80% da renda obtida em e-commerce pertencem às grandes empresas do setor. Temos que ampliar sua participação, de 20% a até 30% em 2010".
Como exemplos, foram mostrados estabelecimentos como bancas de jornal, floriculturas, sapatarias e até chaveiros que atualmente ampliaram seus negócios para o espaço digital, sempre ressaltando que a venda on-line não é necessariamente uma substituta do comércio pessoal. Sites de vendas servem como boas opções de consultas de produtos e preços, por exemplo.
Os benefícios de se manter um comércio eletrônico se estendem a redução de custos em comparação com as lojas físicas e o fato de estarem disponíveis 24 horas. Mas é preciso atentar para a segurança das transações e o prazo das entregas.
Ainda assim é necessário inovar dentro do leque de opções, especialmente, as ferramentas disponíveis no website. Isso inclui disponibilidade de catálogos, listagens, suporte técnico, além das redes sociais - a tão comentada web 2.0.
Esses fatores são considerados primordiais para a presença digital, pois seguem uma das principais premissas dos executivos da área, de que "a melhor maneira de encontrar seu cliente é ser encontrado por ele".
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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