A minha paixão por mídias sociais começou há algum tempo e a inspiração veio de uma pequena cidade do sul do Espírito Santo, uma típica cidade do interior com 13.000 habitantes na área urbana e é lá onde passo parte das minhas férias e os alguns feriados prolongados. Durante as minhas andanças pela cidade uma coisa que me chamou atenção na época foi a quantidade de Lan Houses funcionando, seis no total, mais do que o total de farmácias e de padarias existentes na cidade, no ranking de quantidade de estabelecimentos elas só perdiam para os bares, botecos e similares, o que me chamou atenção foi que sempre que eu passava elas estavam cheias de jovens sentados na frente dos computadores, concentrados e com total atenção ao conteúdo que estavam navegando e sempre estampando um ar de satisfação e as vezes deixando escapar um sorriso solitário, aquelas cenas me despertaram tanta curiosidade que adquiri o hábito sempre de entrar nas Lan Houses e conversar com as pessoas, os internautas, onde grande maioria dos jovens navegavam através do Orkut, do MSN, do YOU TUBE e mais recentemente no TWITER, interessante é que o facebook ainda se não se popularizou por lá. As minhas descobertas foram muito estimulantes e interessantes, primeiramente nenhum deles tinha computador em casa e pelo que percebi eram das classes c e d e iam diariamente à Lan House onde permaneciam navegando em média mais de uma hora por dia, o tempo de permanência dependia do dinheiro disponível para pagar a locação do computador e do acesso, que custava em média R$2,00 a hora. Todas as pessoas disseram sem exceção, que sentiam um prazer diferente em navegar pelos seus relacionamentos digitais, apesar da grande maioria deles se encontrarem e se relacionarem diariamente, também me afirmaram que o relacionamento via rede era muito diferente da relação ao vivo e à cores e até certo ponto mais íntimo, mais divertido e mais lúdico fortalecendo e complementando a amizade real. Todos eles eram autodidatas e aprenderam a arte de construir relacionamentos virtuais por conta própria, na base da tentativa e do erro e também com orientação dos colegas mais experientes. O mais interessante dos achados foi o motivo que os estimularam a se adentrarem pelo relacionamento virtual, que segundo grande parte deles se deveu aos colegas de escola onde quem não tem um Orkut, não trafega pelo MSN e não navega pelo You tube, na hora do relacionamento ao vivo da turma ficavam totalmente por fora do papo que rolava e os outro foram estimulados pela influencia do circulo de amizades real.Entretanto, tudo o que observei, cultivei e fascinei-me ao longo desse tempo sobre rede social ficou ainda mais revigorado quando me deparei com a pesquisa online feita pela safernet.org.br sobre hábitos de segurança na Internet, onde jovens internauta de cinco a dezoito anos de todo o Brasil colaboraram para a realização da pesquisa, que é bastante ampla e de onde extraí apenas os tópicos sobre hábitos e limites de navegação, mas quem quiser conhecer a pesquisa na íntegra basta entrar no site, e quem ainda não conhece a instituição terá a oportunidade de verificar pessoalmente o importante trabalho que ela desenvolve em prol da segurança da net.
As conclusões que podem ser extraídas através dos dados contidos em “hábitos de navegação” permitem uma percepção clara do gigantismo do potencial das oportunidades que estão latentes nas mídias sociais, mas que ainda estão esperando serem descobertas e efetivadas, também fica muito claro do quanto ainda temos que andar por esse caminho para compreendê-las e torná-las de fato um grande e efetivo negócio, as mídias sociais já são uma realidade impactante que obriga as empresas terem de se adequar rapidamente a esse ponto de ruptura que progressivamente ela impõe aos meios tradicionais de comunicação, determinando que as organizações reavaliem suas estratégias, as suas maneiras de operar e principalmente do modo de se relacionarem com as pessoas.
Seguem alguns dados da pesquisa:
1) Hábitos de navegação
80% Dos entrevistados têm os Sites de Relacionamento como um dos preferidos
72% Dos entrevistados têm os Comunicadores Instantâneos como preferidos
47% Dos entrevistados ficam em média mais de 4 horas conectados por dia
49% Dos entrevistados aprenderam a usar a Internet Sozinho
32% Dos entrevistados aprenderam entre 5 e 9 anos de idade
80% Dos entrevistados se consideram muito mais habilidoso do que os pais
55% Dos entrevistados aprenderam a usar entre 10 e 15 anos
79% Dos entrevistados têm amigos virtuais sendo que 37% têm mais de 20 anos
Já o tópico “limites de navegação” interessa muito de perto aos Marqueteiros de plantão, pois fornece pistas sobre o uso da net por esse importante segmento do mercado.
2) Limites de navegação
65% Dos entrevistados usam pelo computador no próprio quarto
55% Dos entrevistados acham que usa tempo demais
87% Dos entrevistados dizem que os pais não colocam limites para a navegação
22% Dos entrevistados afirmaram que “Eu ficaria perdido sem a Internet e imagino a vida sem ela”
26% Dos entrevistados afirmaram que “A Internet é meu principal meio de diversão e comunicação
48% Dos entrevistados se aborrecem quando os pais monitoram a navegação
A importância do que falamos acima se deve ao fato de dizer respeito aos jovens, basicamente de todas as classes sociais do Brasil, que serão certamente ao longo desses futuros que se avizinham, os grandes formadores de mercado e de opinião.
Fica muito claro a nossa pequenez diante do gigantismo potencial das mídias sociais e a nossa ainda ignorância em entendê-la como um grande negócio, o interessante é que as pessoas usuárias foram milhões de vezes mais rápidas nesse entendimento do que as organizações e o que se nota no mercado é que muitas empresas ainda não perceberam o quanto avassalador e transformador é esse fenômeno e teimam em permanecerem de costas para as mídias sociais.
Fonte: www.midiassociais.net
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