Redes sociais e propaganda – Um terreno perigoso.

Primeiro gostaria de perguntar se as redes sociais são usadas de igual maneira pelas pessoas e empresas? E também perguntar se são usadas de igual maneira nos diversos lugares do mundo. Ospublicitários dizem que estudam as pessoas, para poderem saber atingir o âmago de seus desejos. Bem pelo menos eles tentam. Se eles estudam antropologia, sociologia na faculdade devem saber que os estudantes acham que ciências humanas estão ali só pra fazer volume, matérias chatas de início de curso.

Minha observação: Ao olhar o Trending Tópics World Wide do Twitter, eu observo que grandes empresas conseguem se inserir na discussão de seus produtos. Ao olhar o do Brasil se percebe que ali a coisa é diferente. A maioria é discussão inútil. Percebi que uma única empresa que entrou no TTbr, viu sua iniciativa se virar contra ela. Conclusão: Mídia Social não é uma ciência exata. Apenas por enquanto grandes empresas conseguem usufruir da ferramenta. Empresas que estão començando agora terão força nenhuma ou então inexpressiva. Ressalto que por trás dessas ferramentas existem pessoas que mentem e omitem, ou tem uma opinião de digamos assim: “maria vai com as outras”. Não vejo ninguém obervando os gráficos de quem são essas pessoas e qual o nível de escolaridade ou que tipo de assunto elas discutem no Twitter. Só vejo vários publicitários batendo palmas sem criticar o uso das redes sociais. A ferramenta no Brasil será poderosa, mas no futuro, depois que os administradores e publicitários se inserirem no nível de humanidades da Europa por exemplo, e até lá teremos, quem sabe se a educação melhorar, uma cultura mais adaptada à serventia das redes, pois acho que elas surgiram para socializar entre outras coisas o conhecimento. Depois disso, a ferramenta poderá ser usada da melhor forma, e com melhores resultados.

A crítica: O problema da grande supervalorização das mídias sociais é achar que a linguagem ja está totalmente absorvida pelo consumidor, quando de fato não está. Ninguém espera que o Twitter por exemplo, seja um local de ver uma propaganda ou de disseminar uma informação, pelo menos não em sua ainda grande maioria. Exemplo: quando tiver um assunto no TTbr, clique sobre ele, e conte quantas pessoas estão se perguntando o porque do motivo de aquilo estar ali no TTbr. Voce se assustará com o nível da falta de informação, e concluirá que a maioria dos assuntos entram na lista por pura e completa ignorância. Ninguém para e pensa um pouquinho e clica na tag do assunto para se esclarecer. Já vai logo twitando ” o que diabos isso está fazendo aqui?”

Outro porém é que as rede sociais estão se alastrando como uma praga. E e o que isso quer dizer? Bem, imagine que voce está num lugar com muita gente. Um campo de futebol, uma feira ou na igreja. Agora imagine as pessoas discutindo sobre um assunto qualquer, vamos considerar que seja algo muito importante.

Vamos considerar que seja uma marca – a marca da sua empresa. Bem, são pessoas que estão ali, discutindo e debatendo. As discussões não seguem uma lógica, nunca seguirão.

Mas, sabem aqueles que estudam história, sociologia e antropologia que pelo fato de não haver lógica o efeito é imprevisilvel. E se é imprevisivel, vale a pena arriscar? Vale a pena colocar o nome de sua marca na linha de fogo? Num lugar onde ela pode ser execrada e levar adiante uma discussão que poderia ser evitada.

Vale a pena? Ali num “Twitter da vida”, podem ser colocadas expressões e opiniões de pessoas que nunca antes puderam ter suas falas ouvidas.

Devo lembrar como historiador que a propaganda era até a virada deste século de um tipo que eu chamo, “paralela” `a opinião alheia. Então, serviços de SAC e depois emails trouxeram uma maior aproximação com as empresas. Mas agora o Twitter, Orkut,Facebook aproximam ainda mais pessoas de empresas e fazem além, aproximam opiniões de pessoas com elas próprias. Um elo se forma, ao passo em que as opiniões estão expostas aos quatro ventos para todos verem e reproduzirem quando e onde quiserem. Consumidores que podem denunciar casos de abuso por parte de uma marca, mesmo que ela tenha um bom histórico.

Resumindo sabemos que por mais que uma marca seja realmente boa e claro idônea, “é impossivel agradar a gregos e troianos”. Redes sociais são um terreno pantanoso.

Agora imaginemos que a melhor marca do mundo colocou um viral num meio de propaganda e ele se espalhou pela rede, agora imagine que apenas uma pessoa, disse que aquela marca “é um lixo “, colocou isso no Twitter e várias outras de pessoas que viram aquilo ficaram indignadas porque defendem a marca por um motivo ou outro, e postaram ” não, ela não é lixo”. Rapidamente as palavras pejorativas se juntam a marca, formando tags de expressão pela rede, do Twitter vai pro Google, por exemplo. E várias outras pessoas (terceiras) que não sabem do que se trata vêem aquilo. E daí? Quem aqui acha que todas essas pessoas que não conhecem a marca, não sabem do que se trata o assunto discutido que se alastrou pela rede, vão ter a paciencia ou mesmo o senso comum de ir e se informar?

Basta ver o exemplo do TTbr: todo dia tem um tópico inútil sobre um assunto inútil mas que todo mundo se interessa. Só que elas - as pessoas - se interessam tanto, mas tanto a ponto de não procurarem a informação na própria rede e de reforçarem o circulo vicioso do trending topics e deixar o assunto ganhando posições no TTbr, com a simples pergunta: “o que isso ta fazendo aqui no TTbr?”

Fonte: 30segundos.com.br

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