Um novo jeito de consumir mídia

 Vi hoje, durante uma excelente palestra de Michel Lent, Gerente Geral e VP da Ogilvy Interactive, em que se discutia os caminhos da publicidade online e o futuro dos veículos de mídia, o vídeo da versão digital da Wired (revista americana focada em tecnologia e inovação digital) , feito em parceria com a Adobe, para plataformas interativas, como o recém lançado iPad, da Apple,. O vídeo já está rolando há uns 15 dias na web , mas acho que vale reproduzí-lo aqui porque nos dá a dimensão de como será consumir conteúdo e publicidade daqui pra frente.



O iPad, que começa a ser vendido mês que vem, é um computador tablet, portátil, daqueles em que é possível ler livros, ver vídeos e navegar na internet, entre outras funções.Tudo isso sendo sensível ao toque, tal qual, o iPhone.

O que muda para o jornalismo é o jeito de contar histórias. É fato que nos portais e sites de notícias, a gente já vem sendo educada a consumir histórias além do texto. Slideshows narrados, vídeos jornalísticos, infográficos, games e outros recursos já fazem parte do nosso universo e nos ajudam a compor o ciclo de informações. Mas com o e-reader, e principalmente com novos aparelhos como o iPad, o pulo é outro.

Na versão da Wired, por exemplo, você pode navegar pelas páginas (uma a uma), obter um overview da revista, acessar uma parte da história em vídeo, trocar fotos das matérias com um clique, ler a revista no formato horizontal ou vertical, arrastar matérias pra lá e pra cá, e ainda interagir com os anúncios. Sim, os anúncios. Já imaginou ver o anúncio de um carro e poder girá-lo com seu toque? Quanto vale isso?

Como diz Scott Dadich, diretor de criação da revista, há uma revolução em curso e a tecnologia vai nos permitir, cada vez mais, consumir mídia de uma maneira totalmente diferente da que conhecemos hoje. “Nós contamos histórias e o que estamos fazendo é criar uma maneira a mais de fazer isso. É uma grande oportunidade para revistas”, explica. É claro que há o desafio de encontrar o modelo econômico que continue viabilizando a produção de conteúdo de uma indústria que, graças à cultura da informação gratuita, vem vendo seus índices de circulação despencarem ao longo dos anos. Porém, do ponto de vista da distribuição da informação, a decisão da Wired, segundo o editor Chris Anderson, também autor dos livros A Cauda Longa e Free – Grátis: o futuro dos preços, é clara: “Nós vamos construir possibilidades para nossos leitores se engajarem com os nossos conteúdos da maneira que eles quiserem”. O New York Times também já criou seu aplicativo, apresentado junto com o lançamento do iPad.

Isso muda a experiência de consumir mídia e só tenho a concordar com o que disse há pouco o Guilherme Costa, jornalista que trabalha comigo no marketing aqui no iDigo: é uma benção vivenciar este momento na história. Nascer sem web e vê-la surgir mais a cada ano é um privilégio que as gerações futuras não terão a menor idéia de como foi.

|Fonte: mercadodigital

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