Digital Age 2.0: Como se conectar a um consumidor que escolhe suas marcas


Para Marcelo Tripoli, da iThink, marcas terão de se apoiar em ofertas de valor se quiserem criar uma conexão com o consumidor online.

No cenário hiperconectado da Internet, no qual os consumidores podem escolher as marcas  com as quais irão interagir , a saída para a publicidade passa por ações que conectem as marcas às pessoas. É o que defende o fundador e CEO da agência de marketing digital iThink, Marcelo Tripoli.
“O consumidor tem o controle. Nesse novo cenário, a marca pede licença ao consumidor, não é empurrada para ele”, lembra o executivo, que será um dos palestrantes do primeiro dia do Digital Age 2.0 2010, conferência sobre comunicação e marketing digital organizada pela Now!Digital Business, que edita o IDG Now!. O evento será realizado nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo.
Tripoli enfatiza que já é possível destacar algumas formas para estabelecer essa conexão entre marca e consumidor. “A marca precisa agregar valor à vida desse consumidor, e há maneiras de se fazer isso”, explica.
Métodos
No contexto digital, uma marca poderia, por exemplo, oferecer algum serviço. “É o que chamamos de ‘brand utility’. Ela colabora para manter a marca relevante no longo prazo”, conta.

Outra forma é por meio da oferta de conteúdo (Branded Content). “Uma empresa do setor de saúde poderia oferecer conteúdo relacionado a práticas de vida saudável, por exemplo”, diz Tripoli.
Uma terceira forma é por meio do vínculo da marca com ações de entretenimento. “Funciona como se colássemos a marca numa iniciativa, como vídeos virais de comédia stand-up”, explica.
Todas essas ações podem ser resumidas por um princípio, detalha o CEO. “As marcas têm que estar disponíveis ao cliente on-demand.” Mas, ao mesmo tempo em que o consumidor tem papel ativo na exposição a tais ações, ele também continua sendo motivado pelas mídias tradicionais.
Relevante
“A mídia paga continua a ter papel relevante”, esclarece Tripoli. “Não existe confronto entre publicidade online e offline. A questão não é ter um contra o outro. É definir qual é o DNA da marca e sua estratégia.”

Mas uma ferramenta ou serviço online não é suficiente para estabelecer estratégias, aponta  Tripoli. "Não há uma estratégia de Twitter; o microblog (por si) não é estratégico. O que existe é uma estratégia geral da marca”, argumenta. “E todas as mídias têm que ser consideradas nessa estratégia, dos veículos offlines à mídia orgânica das redes sociais.”
Um exemplo citado por Tripoli é o do comercial de TV da cerveja Devassa. “O ciclo dele não se encerrou na TV. Foi para a Internet. Isso é um jeito diferente de se fazer comunicação”, completa.
O Digital Age 2.0 será realizado nos dias 18 e 19/8 no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo e terá, além de Tripoli, os palestrantes Guy Kawasaki, consultor e investidor (por videoconferência); Clara Shih, autora do livro “The Facebook Era”; Brian Solis, presidente da FutureWorks e autor do livro “Engage”; e Andrea Harrison, vice-presidente da Razorfish, entre outros.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.digitalage20.com.br. Até este sábado (31/7) a inscrição pode ser feita pelo preço promocional de 1.665 reais; depois, a credencial custará 1.850 reais. Participantes de edições anteriores do evento terão desconto ainda maior, se fizerem suas inscrições antecipadamente.
Fonte: Redação IDG Now

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