Brasília - Até poucos anos atrás, as palavras de ordem para empresas e empresários antenados eram: engenharia, conhecimento, qualidade, gestão, processos, terceirização, CRM. Elas são fruto da cultura empresarial do século XX, ainda baseada nas relações presenciais e veículos de comunicação de massa.
Nos últimos cinco anos, no entanto, foram e continuam sendo substituídas velozmente pela postura do século XXI, baseada em palavras e expressões como: digital, web, mundo, internet, redes sociais, games, conteúdo e compartilhamento, entre outras. A etapa atual é de transição entre o modelo presencial de negócios e o digital.
No futuro, essa época poderá ser comparada ao peso e importância da passagem da era medieval para a moderna. Empresários e empresas devem, no mínimo, compreender o que está ocorrendo para aderir às práticas do novo mundo e mercado, integrados por computadores, internet e milhões de usuários de todo o planeta, que se falam e trocam informações de modo totalmente independente.
Essa mensagem foi passada por Márcia Matos, analista da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae, durante palestra ministrada no Encontro Empreendedores do Sebrae no III Consegi (Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico), nesta tarde (18), em Brasília.
Mundo digital
"Como está você, empresário, nesse novo contexto? Como as novas palavras de ordem estão se refletindo na vida da empresa e no seu dia a dia?", perguntou a palestrante. "Daqui a vinte anos, essa fase atual será tão importante quanto a época do surgimento das letras, da imprensa, da TV e do rádio", comparou. "Você está disposto a deixar seu cliente a sentar-se ao mesa ao seu lado?", desafiou Márcia.
Para atuar no novo mundo e mercado digital é preciso escutar, interagir, energizar, apoiar e incluir cada vez mais pessoas, de acordo com a palestrante. "Essas são palavras de ordem para empresas na era digital", enfatizou. Em quinze minutos uma empresa entra no ar e igualmente em quinze minutos, ela pode morrer, por causa de um concorrente, alertou.
Dizer que o produto e serviço de sua empresa é o melhor, não basta. No mercado paralelo ao presencial, quem avalia e divulga é o cliente, segundo Márcia. As redes sociais se tornaram grandes canais para vendas, também.
Diante do surgimento desse fenômeno, que está baseado especialmente no twitter e compartilhamento de informações e avaliações, estrategistas e analistas de redes sociais ou mídias sociais estão se tornando profissionais desejáveis nas empresas e organizações. As transformações e novas demandas são muito novas e rápidas. O mercado ainda está vivendo uma fase de experimentalismos, acrescentou.
" O marketing está mudando, pois está olhando para fora, para pessoas que devem nos acompanhar. Hoje, temos de ter seguidores", resumiu. As redes sociais contribuíram para o crescimento do faturamento do comércio virtual no Brasil, que atingiu R$ 335 milhões, no ano passado, citou Márcia.
Diversão
Diversão é ingrediente importante do marketing digital, de acordo com ela. A linguagem dos games está também se somando às redes sociais. "Marketing digital, redes sociais e games estão se juntando", ressaltou. Setenta milhões de pessoas jogam no mundo virtual e isso significa alguma coisa, acrescentou. "Fazer as coisas se divertindo é uma das inovações do mercado digital", afirmou.
As questões de segurança não são mais obstáculos para a adesão ao mundo virtual. Ainda há muito temor em relação à segurança da web, mas isso tende a se dissolver com o tempo. Profissionais de Tecnologia da Informação estão se tornando dispensáveis, na medida em que os recursos tecnológicos e comunicacionais da nuvem estão cada vez mais seguros e acessíveis a todos, disse ela.
Fonte: Vanessa Brito/ Agência Sebrae de Notícias/ Administradores

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