Empatia e naturalidade ditam a boa comunicação


Você tentou conversar com alguém, mas ela não desgrudou os olhos do computador e os dedos do teclado? Frieza, indiferença, falta de educação ou excesso de trabalho? Julgar nunca é o melhor caminho. No dia a dia ficamos tão presos às palavras que perdemos a noção do quanto a linguagem não verbal fala por nós.
E sempre que precisamos ou queremos economizar palavras recorremos, sem perceber, a um código particular carregado de gestos, expressões, sons, movimentos e posturas. Observem como é impossível manifestar sentimentos primários como alegria, cólera, raiva, surpresa, pena, nojo e interesse sem mexer os músculos faciais.
No trabalho, algumas posturas são consideradas inadequadas e podem prejudicar a imagem pessoal. Há situações em que a timidez, o nervosismo e até mesmo a ansiedade para fechar uma negociação por exemplo ficam explícitas e podem comprometer o próprio desempenho.
Manter a naturalidade gestual que é um fator positivo para a eficiência da comunicação e interação é um desafio nessa hora. As mãos. O que fazer com elas nessa situação?
Essa é uma das lições abordadas pela psicóloga Elizabete Willemann, especialista em marketing interno e recursos humanos. "As mãos nunca devem ficar na frente do corpo ou atrás. O mais adequado é gesticular com naturalidade", orienta.
A comunicação não verbal já inspirou a produção de inúmeros livros, apostilas, vídeos e outros produtos. Eles ajudam a esclarecer dúvidas, mas não podem ser considerados um manual. "Um gesto não pode ser interpretado da mesma forma para todas as pessoas, sob pena de julgamento precipitado e injusto", alerta a psicóloga Organizacional e do Trabalho Regiane Cristina de Souza.
Um dos mitos que ela derruba, amparada pela psicologia, é o de que desviar o olhar durante uma conversa deva ser interpretado como descaso ou falta de educação. "Muitas vezes a pessoa é tímida e não consegue fixar o olhar na outra pessoa", justifica.
Embora não exista um manual de bom comportamento não verbal, a psicóloga aponta atitudes que devem ser evitadas não só no trabalho, mas em qualquer situação como um tom irônico na voz e dar as costas para alguém que está falando.
"O ideal é usar a empatia e se perguntar sempre como você gostaria de ser tratado para não parecer agressivo e desagradável, além de nunca julgar de forma precipitada", aconselha. Na interação pessoal, quase tudo é comunicação.
A psicologia considera que haverá menos tensão nas relações interpessoais se as pessoas fornecerem aos outros a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção. Até porque, as aparências enganam.
Fonte: Josi Costa/ odiario.com

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