Atualmente, o bom líder é aquele que cria ambiente motivador para sua equipe gerar boas ideias. Para isso, comunicação organizacional é fundamental
Um estudo realizado pela Universidade de Harvard mostra que entre 70% e 90% do tempo de trabalho de um líder é dedicado a alguma forma de comunicação. Isso porque a comunicação organizacional, além de fundamental para uma boa liderança, está diretamente ligada à motivação das equipes de trabalho. Ou seja, liderança e comunicação são pontos essenciais para o desempenho positivo de uma empresa ou organização. O mesmo vale, inclusive, para o setor da saúde. Por isso, o 21º Congresso da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), que acontece de 24 a 27 de abril em Campinas, terá como uns dos destaques o painel “O poder do diálogo”.
A palestra será ministrada pelo escritor e consultor de empresas, Alkíndar de Oliveira. Como escritor, ele é autor dos livros: O poder do diálogo, Como se tornar um grande líder e Liderança saudável. Confira, abaixo, entrevista com a prévia do tema que será apresentado pelo palestrante durante o 21º Congresso da Fehosp:
Quais as principais características de um bom líder?
Antigamente, o bom líder era aquele que tinha boas ideias e voz de comando pela força de sua posição de líder. Na atualidade, o bom líder é aquele que cria ambiente motivador para a sua equipe gerar boas ideias. O bom líder hoje tem voz de comando pelo ambiente motivacional que cria a sua volta. Ou seja, a função principal do líder destes novos tempos é sustentada em dois pilares: apontar o caminho e motivar seu grupo.
Um dos pontos de sua palestra será a automotivação. Como podemos entender essa qualidade?
Automotivação é a qualidade que precisamos desenvolver para que nos inspiremos e nos motivemos pelas nossas próprias ações e pensamentos. Muitas pessoas dependem de um estímulo exterior para se motivarem. Não que eles não sejam bem vindos, mas uma pessoa com boa auto-estima naturalmente encontra seus próprios meios para se motivar.
Também será abordado o pensamento sistêmico e o pensamento linear. Qual a diferença entre esses tipos de pensamento?
O pensamento linear é simplista. Por exemplo, ocorrido um problema qualquer, o pensamento linear nos induz a uma única causa, o que na maioria das vezes é uma dedução falsa. Diferentemente do pensamento linear, o pensamento sistêmico procura enxergar as várias causas que podem gerar o problema. Um exemplo no campo familiar: o filho não vai bem na escola. O pai com pensamento linear deduz que ele é folgado. Já o pai de pensamento sistêmico não deduz de forma apressada. Questiona-se se está tendo tempo para o filho, se vê suas tarefas, se procura motivá-lo. Quem toma atitudes sustentadas na visão sistêmica age com mais coerência e geralmente consegue resultados efetivos, duradouros.

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