Nos Estados Unidos, a mobilidade já é tratada como um dos principais pilares de comunicação pelas grandes marcas. As operadoras de telefonia móvel estão mobilizadas e tratam o desenvolvimento de aplicativos móveis como um importante serviço na suas carteiras. No Brasil, embora com algum atraso, finalmente as empresas estão começando a apostar na mobilidade. O número de usuários de smartphones com acesso à banda larga móvel mais do que dobrou nos últimos 12 meses – segundo a Anatel, hoje há mais de 49 milhões de aparelhos conectados. E essa realidade não se restringe apenas à classe A: é observada em todas as faixas sociais brasileiras.
Para entender todo o potencial que uma boa estratégia de mobilidade pode ter sobre os negócios, é preciso, primeiro, aprender a enxergar os aplicativos móveis como um novo meio de comunicação – e não como um novo tipo de software. O fenômeno observado no mercado após o lançamento do iPhone e a enxurrada de smartphones que foram lançados em seguida não é uma mudança que diz respeito apenas à tecnologia. É uma transformação profunda na forma como as pessoas se comunicam entre si – e também na forma como as marcas se comunicam com os consumidores e vice-versa.
Foi assim com a imprensa, com o cinema, rádio, fonógrafo, televisão e internet. A mobilidade, enquanto meio de comunicação de massa, é capaz de reproduzir todos os recursos que o demais meios possuem. Mas com alguns diferenciais. Afinal, qual outro meio de comunicação em massa fica ligado 24 horas por dia? Qual outro meio é exclusivamente individual? Qual está 24 horas por dia junto do seu usuário? Uma boa estratégia de mobilidade deve considerar esses e outros diferenciais.
Precisamos entender que, pela primeira vez, temos a possibilidade de estabelecer uma comunicação direta com o nosso público-alvo, seja ele qual for, quando for e onde estiver. Nesse contexto, as marcas que conseguirem convencer o consumidor a baixar um aplicativo móvel estabelecerão canais inéditos de contato. Mas o o desafio não para aí. Uma vez entendido o seu pontencial enquanto meio de comunicação, é preciso parar e pensar nos dois desafios seguintes. O primeiro: por que o seu público-alvo vai baixar o aplicativo? E o segundo: por que o usuário vai abrir o aplicativo de novo depois de baixá-lo?
Para responder a essas perguntas, devemos avaliar qual é o valor que o aplicativo entrega aos seus usuários. O que a pessoa pode fazer com ele, agora, que não podia fazer antes? Ou como o aplicativo torna a vida do seu usuário mais fácil?
Tais respostas não são trivialmente encontradas, mas a pessoa mais apta a respondê-las é você. A mobilidade deve ser tratada como um importante pilar na estratégia de comunicação da sua empresa e, portanto, deve contar com envolvimento direto dos gestores de negócio, estar alinhada com as demais iniciativas de publicidade e contar com a experiência de quem já participou da concepção de aplicativos móveis de sucesso.

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