Comunicação e liderança

Hoje em dia, já não há margem para dúvidas que os processos de gestão bem sucedidos resultam, quase sempre, da interacção positiva entre a comunicação e as lideranças. É por todos nós sabido que, ao lado de cada grande líder está sempre um grande comunicador. Ambos formam um verdadeiro dueto que, quando devidamente entrosados, conseguem fazer maravilhas.
Sendo a aprendizagem continua um imperativo na Gestão moderna, os líderes são chamados a exercer constantemente o seu papel de comunicadores primários, procurando nas suas mensagens, transmitir a força do exemplo, a importância do empenho e a luz da motivação.
Felizmente, a universalidade deste princípio faz jus a tese de que, a teoria e as práticas de comunicação, pouco diferem, de uma empresa para a outra empresa, apesar das especificidades de cada negócio.Relações institucionais Comunicar empresas em qualquer parte do mundo é estabelecer relacionamentos institucionais, é lidar com os órgãos de Comunicação Social, é gerir imagem e marca, é cuidar da comunicação interna é, enfim, monitorar os vários sentidos e direcções de um processo dinâmico e imparável.
Ainda assim, mesmo reconhecendo a magnitude e importância estratégica da Comunicação nem sempre todas as lideranças dão a devida relevância à função.
Olhando particularmente para a realidade angolana, vários organigramas e modelos de gestão da comunicação despontam, nomeadamente, de função alocada junto da Presidência da empresa, em alguns casos e, em outros, a um nível mais baixo. De igual forma, não faltam os casos em que não se lhe reconhece lugar, tão pouco missão específica dentro da organização.
As lideranças somente são validas quando e onde as orgânicas funcionam. Saber colocar e definir o posicionamento da comunicação nas empresas é fundamental, porquanto, não sendo a Gestão um produto de imaginação, é imperioso alicerçar as estruturas em modelos homogéneos e sustentados no tempo.
Devido à complexidade cultural das organizações, alguns “expertises” aconselham, na actualidade, a enveredar-se pela integração da comunicação (interna, externa, de vendas, responsabilidade social), em correspondência com o marketing e os recursos humanos para a consolidação de uma visão mais moderna e uma perspectiva comunicacional mais estratégica.
A relação entre a comunicação e a liderança nas empresas deve ser constante e estar em sintonia permanente para que as mensagens fluam sem ruídos, nos dois sentidos da comunicação (de cima para baixo e vice versa), respeitando-se as idiossincrasias das partes e assegurando a sua compreensão e percepção efectiva. Processos estruturados Nunca, por nada de mundo, poderemos confundir pessoas com números e máquinas. É sensato os líderes das organizações disponibilizarem informações aos liderados através de processos de comunicação devidamente estruturados. Nestes tempos novos, de capital intelectual que vivemos, é preciso desenhar estratégias de comunicação capazes de alimentar talentos, propiciarem mudanças e adaptarem-se as exigências de uma sociedade dinâmica.
Em resumo, comunicar e liderar nas organizações é garantir uma estratégia única, unir visões e valores, dar e assegurar consistência nas mensagens, garantir a aplicação de identidade corporativa, dar força à marca, envolver todos os Grupos de interesse em torno de um projecto e objectivo comum.

Fonte: João Rosa Santos

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