Muita coisa mudou entre 29% de mulheres que acessavam a internet em 1998 (pesquisa Cade?/IBOPE), um ano depois de começarmos nossa companhia com CyberCook, e os 49% de participação da mulher na internet brasileira em 2009 (IBOPE Nielsen Online).Primeiro porque naquela primeira camada de internet tupiniquim, ainda a estética on-line era ligada a origem tecnológica da rede, principalmente criada por homens no salto entre a academia e o uso doméstico. Era uma internet de “páginas duras”, com “home pages” pouco convidativas à interação e acostumada a encontrar leitores com pequena e ainda tímida interação. E este não é o espaço ideal para aflorar o melhor do universo feminino, com sua forma afetiva, curiosa, expansionista de conhecimento e principalmente de troca.
A internet bi-direcional, essência da rede, só ganhou conotação de massa a partir da segunda metade da primeira década deste século. E era nas redes sociais que as mulheres seriam rainhas.
Hoje reconhecidamente o mundo on-line é mais feminino na esmagadora maioria das principais redes sociais de massa como Flickr, Orkut, Facebook, MySpace e Twitter. E usam de forma muito mais produtiva e útil para suas vidas se comparado ao universo masculino. A mulher transformou o habitual “networking” do mundo off em uma característica incrivelmente produtiva de sua vida on-line. Já que mulheres preferencialmente estão associadas aos seus perfis a comunidades, por exemplo, que apóiam a amamentação, discutem a moda num coletivo interativo, costurando a vida e experiências das pessoas ou mesmo e porque não, funcionam como uma “amiga” naquela hora quando o relacionamento está em um de seus conflitos.
Isto é o que a mulher mais sabe fazer: troca. A generosidade feminina encontrou na vida on-line em rede social o ambiente acolhedor de quem vive a possibilidade bi-direcional desta troca, de forma plena.
O produto que comprou e não foi legal, mas também a maquiagem que é incrível, encontra ecos facilmente em blogs,comentários, fotoblogs, perfis e porque não, em vídeos onde mulheres mostram como estão aplicando aquela última novidade. Mas vejam: o ato de replicar a informação de experiência sempre foi uma tônica do universo feminino, mas o poder amplificador da vida em rede neste novo ser social feminino é o grande e valioso diferencial descoberto nas redes sociais da internet.
A perspectiva para marcas, empresas e inovações que tenham seu target nas mulheres, passa pelo melhor entendimento desta construção e transposição de novos paradigmas de uma vida on-line, não nascida na estética feminina. Em sua evolução, adaptada ao contexto delas (imagine teclados de smartphones para as unhas das mulheres!) e que agora ao ganhar amadurecimento e penetração na sociedade, busca trazer real aplicabilidade – porque é isto no final que importa à mulher, nas escolhas on-line de sua vida cotidiana, ganhando aderência as suas necessidades em sua perspectiva real de vida.
Fica o desafio único as marcas e anunciantes, desenvolvedores de soluções digitais e veículos de comunicação neste momento da adoção da cultura das mulheres junto as redes sociais e seus tentáculos de possibilidades, que é a de avançar de forma inteligente e relevante para suas vidas, contextualizando as suas necessidades cotidianas na forma de presença, experiências e de afetividade. Tal qual toda mulher independente de sua condição sempre busca para sua vida digital ou não.
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