Hoje existem duas grandes moedas de troca entre as empresas e os consumidores: o tempo e a reação a um determinado estímulo. Em outras palavras, o grande desafio de qualquer plano de marketing é negociar a preciosa e escassa atenção das pessoas, oferecendo aquilo que vai além de um simples desconto ou promoção, e sim serviços e conteúdos relevantes que estimulem o ato da compra, comprometimento e fidelidade. Esta foi a linha norteadora do Digital Age, um dos maiores eventos de tendências da comunicação no ambiente virtual, que aconteceu em São Paulo nos dias 18 e 19 de agosto e contou com a presença de nomes de peso como Brien Solis, um dos mais importantes especialistas em PR e mídias sociais, e Clara Shih, autora do livro The Facebook Era.
Nos dois dias de palestras e debates pude perceber que a grande questão do marketing, frente a este novo cenário composto por consumidores hiperconectados, é buscar alternativas de anúncios que não interrompam a conversa, mas que gerem entretenimento, serviço e conteúdo para a vida das pessoas. A partir desse preceito os palestrantes levaram o público a supor algumas conclusões ainda não definitivas, mas que com certeza apontam um caminho. Marketing não deve mais ser tratado como ferramenta, e sim como uma ciência que engloba conceitos de sociologia, antropologia e estudo das novas relações na era digital.
O diferencial estratégico das marcas hoje em dia não deve, em hipótese alguma, se limitar somente a vender, e sim influenciar e engajar os consumidores em prol de seus objetivos, e para isto o ambiente digital oferece ótimas plataformas. Mesmo sem definições concretas sobre o futuro e as práticas de campanhas online, salientou-se a importância dos 4 Cs do marketing digital, conteúdo, contexto, conectividade e continuidade, todos aspectos fundamentais para criar o tão sonhado engajamento dos consumidores. Os profissionais de marketing devem encarar o marketing da era social não apenas no ambiente digital, e sim como uma solução entre o on e o off, criando uma constante e imensa conversa colaborativa. Todas dicas importantes para as empresas.
Fonte: João Ramos/Jornal do Comércio/UOL

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